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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Rotina final de cuidados das fraldas do Nícolas

Antes do Nícolas nascer, falei sobre minha decisão de usar fraldas de pano com ele. Quando ele estava com 1 ano de idade, fiz uma série de 4 posts contando sobre a experiência com as fraldas de pano modernas, aqui: Parte 1Parte 2Parte 3Parte 4.
Depois, ainda falei um pouco sobre os contornos, que começamos a usar para as noites após eu ter escrito a parte 4. 

De lá pra cá, muita coisa mudou na nossa rotina com as fraldas. Vou falar sobre os pontos que achei mais positivos da minha experiência, que é o que eu sugeriria alguém fazer, se fosse começar a usar as fraldas de pano do zero. Vou focar mais na rotina das fraldas do Nícolas, pois nem sempre a rotina de manutenção das fraldas foi igual para ambos os meninos. Algumas vezes eu acabava passando algumas coisas que não estavam funcionando muito bem com o Nícolas pro Vinícius, para aproveitar o que já tínhamos adquirido - foi o caso quando decidi não usar mais as fraldas AIO no Nícolas, e em vez de descartá-las, deixei para uso do Vinícius, mas que se não as tivéssemos, não iríamos comprar para usar com ele.

Resumidamente, depois de experimentar algumas soluções diferentes, escolhi as duas que funcionavam melhor pra nossa rotina, e adotei com o Nícolas:
De dia, ele usava fralda de bolso (a grande maioria da marca Nós e o Davi, mas tínhamos algumas outras de outras marcas também) com dois absorventes, um de moletom 6 camadas e outro de meltom 4 camadas. Aboli as AIO de seu enxoval. Como comentei, passei a usar as AIO que já tínhamos com o Vinícius, e depois de um tempo doei para uma pessoa que estava precisando de fraldas.
De noite, ele usava (e ainda usa, pois o desfralde noturno ainda não aconteceu) fralda ajustada da Fio da Terra com um absorvente de meltom 8 camadas, e por cima um shortinho ou calça de soft. Esses shortinhos e calças são excelentes, e por serem bem maiores que as capas, cobrem totalmente as ajustadas, evitando vazamento por contato com roupa ou lençol. Os contornos que havíamos comprado antes para Nícolas usar de noite, também passei para o Vinícius. A grande diferença das ajustadas pros contornos, é que elas têm botões de ajuste enquanto os contornos não têm, então fica mais fácil vestir, e também são maiores.

Como não estávamos mais usando AIO, fiz uma alteração na rotina de lavagem que eu já queria ter feito há bastante tempo, mas não era possível: passei a lavar capas e absorventes separadamente. A grande vantagem dessa mudança, foi que dessa forma eu podia lavar os absorventes com água quente, e também usar a secadora depois, o que deixa os absorventes mais macios, e com menos cheiro residual. Ainda, comprei vários absorventes extras (nem sei exatamente quantos temos agora), então passei a fazer lavagem dos absorventes do Nícolas 1 ou 2 vezes na semana somente. As capas por sua vez, eu passei a lavar junto de outras roupas da casa, principalmente toalhas. Então primeiro fazia uma lavagem rápida só com água nas capas sozinhas, pra tirar algum excesso de fezes, e depois colocava as toalhas junto na máquina e fazia uma lavagem normal, com sabão. Como as capas não absorvem de fato fezes e urina, então essa lavagem normal já é o suficiente para que fiquem bem limpas. Isso diminuiu o número de vezes que precisávamos usar a máquina de lavar por semana, já que a lavagem das capas acontecia quando outras roupas já seriam lavadas mesmo. 

Recentemente o Nícolas desfraldou de dia. Eventualmente ainda vestimos fralda nele, como por exemplo se vamos em algum local em que sabemos que não haverá banheiro de fácil acesso e limpo, ou quando ele vai pra aula de violino em seguida à aula de natação. Mas no geral, ele não usa mais fralda durante o dia. Para noite, ainda usamos a solução noturna que falei acima. 

 Acredito que ao longo desses 4 anos, Nícolas usou fraldas de panos de 90 a 95% do tempo; em algumas situações específicas usamos descartáveis, como quando ele estava com muita diarréia, ou quando estava assado e precisava usar pomada de tratamento, ou ainda em algumas poucas vezes em que esquecíamos de levar a bolsa de fralda quando saíamos, e aí tínhamos que correr em uma farmácia para comprar as descartáveis. Mas nossa primeira opção sempre era usar as fraldas de pano, e até mesmo em viagens conseguimos levá-las.
Por alto, nesses quase 4 anos em que Nícolas usou fraldas, creio que economizamos entre R$5000,00 e R$7000,00 por termos optado pelas fraldas de pano ao invés de fraldas descartáveis. E deixamos de jogar fora cerca de 10.000 fraldas, que levariam muitos anos para se decompor em aterros sanitários. Agora ainda estamos reaproveitando as fraldas que foram do Nícolas no Vinícius, e depois que Vinícius também desfraldar, poderemos doar para uma família que não tenha condições de comprar fraldas pro seu bebê. 
Fico feliz e tenho orgulho de poder dizer que usamos fraldas de pano no nosso menino desde o primeiro dia até o desfralde. E agora seguimos ainda com o Vinícius. Acho que quando ele também desfraldar, vou até sentir saudade de cuidar das fraldinhas... rsrs 

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Venda e Compras

Depois da experiência de vender vários brinquedos dos meninos e trocar por um único brinquedo de valor elevado (vendas e compra), finalmente decidi vender um objeto que eu tinha há bastante tempo, sem uso, e usar o dinheiro para investir em algo de qualidade para os meninos. O objeto em questão era uma pistola de ar comprimido olímpica.
Nos anos de 2009 e 2010 eu fui atleta federada de tiro esportivo (competia em Pistola 25m, com uma pistola calibre 22mm "cautelada" e Pistola 10m, com a pistola de ar comprimido que era minha, ambas modalidades olímpicas). Eu gostava bastante do tiro esportivo. Ao contrário do que possam pensar, o tiro olímpico é um esporte de muita técnica e que exige uma enorme concentração, e não há nada de violento nele. Dentre todos os esportes, considero que esse é o que menos se leva em conta o porte físico do atleta, e o que mais conta a preparação psicológica, tanto que normalmente os melhores atletas são mais velhos, pois os anos de técnica superam um físico jovem. Os treinamentos e principalmente as competições, pra mim, eram como uma meditação: eu precisava me desligar de tudo o que estivesse acontecendo no meu entorno, de todos os meus pensamentos, e focar unicamente na técnica do "tiro certo".

De toda forma, por muitos motivos bastante diversos (que incluíam desde a aproximação da Federação de Tiro Esportivo à Federação de Caça Esportiva - eu abomino caça esportiva; matar nunca deveria ser considerado esporte - até todo o impacto que continuar como atleta "profissional" acarretaria na minha verdadeira carreira profissional - sou engenheira e sempre quis ser; nunca foi meu sonho ser atleta, foi somente uma oportunidade que me apareceu) decidi abandonar a equipe de tiro no final de 2010. Me encontrei em uma situação em que tive que escolher entre participar de uma grande competição mundial que ocorreria no Brasil ou fazer um mestrado em engenharia elétrica, e optei pela segunda (e nunca me arrependi). Depois dessa escolha, ainda mantive minha pistola de ar comprimido por um período, considerando atirar de forma menos séria. Mas depois de treinar de forma séria durante um tempo, não fazia mais sentido pra mim fazer "mais ou menos": ou eu treinaria de verdade, ou não participaria das competições. E como nunca foi uma prioridade ocupar meu tempo com treinos diários, acabei sempre adiando o projeto de voltar a atirar.

Até que, finalmente, me convenci há alguns anos que eu não queria mesmo voltar a praticar o tiro. Foi quando a extrema direita começou a ganhar corpo, e toda essa discussão sobre armar a população veio à tona. Eu sou extremamente contra população civil armada, então não fazia muito sentido eu ter uma arma em casa, ainda que fosse só pra praticar esportes. E como a maioria das pessoas dentro do esporte são de extrema direita, com ideias bastante preconceituosas e reacionárias, de maneira geral, esse foi mais um incentivo para que eu me afastasse do esporte definitivamente.

Mas ainda passei uns bons anos guardando essa pistola pelo simples hábito de procrastinar... até que a venda desses brinquedos me deu o incentivo final que eu precisava, e finalmente me mexi para vender a pistola. Vendi para uma menina cadete, que quer competir (trilhar mais ou menos o mesmo caminho que eu trilhei no começo). Vendi por um preço consideravelmente baixo, mas foi bom porque foi uma venda super rápida, e com o dinheiro que ganhei me dei ao luxo de comprar mais dois brinquedos Montessori pro Vinícius e também uma bonequinha mini-bebê-reborn, que virou a paixãozinha dos meninos (é a coisinha mais linda ver os dois "cuidando" da neném) e confesso que minha também.

Pra além da questão de economia de dinheiro e destralhe de algo que eu não usava mais, para mim foi algo tão simbólico trocar uma "arma" por "materiais Montessori". Quase um milagre, semelhante a transformar água suja em vinho da melhor qualidade.

Vendas e Compra

Normalmente não costumamos vender objetos usados, quer seja eletrodomésticos, vestuário, brinquedos, nossos ou dos meninos. Da posição de privilégio social que sabemos que estamos, preferimos sempre doar para alguém que vai fazer bom uso, mas que não poderia comprar. Porém há algum tempo venho participando de grupos de desapegos e tenho comprado várias roupas e sapatos usados pros meninos, por economia e por questão ambiental também (é mais ecológico usar algo usado do que adquirir bens novos e gerar mais demanda de produção). E aí resolvi vender algumas coisas nesses mesmos grupos também...

Separei então uma porção de brinquedos que eu não queria mais que os meninos tivessem, mas que são facilmente "vendíveis": a maioria da marca famosa FP e alguns similares. São brinquedos que chamam bastante a atenção, principalmente dos adultos que querem presentear as crianças com algo interessante, mas que não necessariamente são as melhores opções para as crianças... Brinquedos extremamente coloridos, que fazem barulho, piscam luzes, que brincam sozinhos enquanto a criança fica parada assistindo, alheia à brincadeira... Ou brinquedos que se propõem a serem educativos, mas que não isolam características (tipo brinquedos de encaixe que apresentam dimensões, formas e cores diferentes, e que por isso sobrecarregam as crianças de informação - o melhor, nesses casos, seria que as peças fossem diferenciadas somente em uma característica)

Alguns desses brinquedos ganhamos já usados, alguns ganhamos novos e usamos por um tempo e alguns ganhamos e nem chegamos a tirar da caixa (o Vinícius ganhou de aniversário). Fiz os anúncios em alguns grupos de desapegos, e de todos que anunciei, somente 1 não consegui vender ainda. E com o dinheiro que juntei, comprei um brinquedo Montessori pro Vinícius (digo brinquedo, porque ele é uma versão "reduzida" de um material verdadeiro criado por Montessori, os encaixes sólidos). Fiquei extremamente feliz com a troca: Além de desocupar o quarto daquela infinidade de brinquedos, demos um bom destino a eles (certamente quem os comprou vai fazer uso deles, e vai deixar de comprar outros novos na loja), e substituímos por algo que sei que vai ser mais útil pro desenvolvimento do Vinícius.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Nova mudança de endereço

Desde que comecei o blog, há 4 anos e meio, essa é a terceira mudança de endereço que fazemos. A primeira mudança foi em maio/junho de 2018, quando viemos de Bogotá, na Colômbia, para nossa atual cidade, no Brasil. Ficamos um ano em um apartamento que é dos meus pais, e em julho de 2019 nos mudamos para um apartamento maior alugado, no mesmo prédio. Ficamos exatamente 3 anos e 1 mês nesse apartamento; quando o contrato de aluguel encerrou, em julho de 2022, meu marido recebeu um convite para ser subcomandante de um quartel aqui mesmo, na nossa cidade, em 2023/2024, o que nos daria direito a um imóvel funcional. Depois de algumas conversas e concessões, conseguimos adiantar nossa "ocupação" desse novo imóvel funcional, e em vez de esperarmos até janeiro de 2023, pudemos nos mudar já em agosto de 2022. Isso foi ótimo, porque evitou que tivéssemos que assinar um novo contrato de aluguel no apartamento anterior e futuramente ter que pagar multa de rescisão contratual. 

Então, enfim, nos mudamos! O imóvel é uma casa enorme, localizada em um "bairro militar" da nossa cidade, o que a torna extremamente segura. Eu nunca havia morado em casa na minha vida, somente apartamentos, e já estou amando! Para as cachorras (com a mudança, Matilda voltou para nossa casa!) está sendo maravilhoso, e para os meninos também!!! Estamos extremamente felizes com essa mudança. 

A casa estava com alguns pequenos problemas quando foi "destinada" para nós, que foram sanados alguns antes de nos mudarmos - como a retirada de uma porta enferrujada na área de serviço e o aterramento da piscina - outros após nossa mudança - como a troca da janela da sala, que também estava enferrujada, ou a colocação de armários nos quartos, que ainda não aconteceu. Mas aos poucos vamos arrumando o que falta, e também a mudança (ainda não tivemos tempo de desencaixotar tudo), e ela vai ficando cada vez mais confortável, aconchegante e com nossa cara. 
Como citei, antes havia uma piscina no quintal. Como a piscina era irregular (o antigo morador construiu sem autorização), pudemos solicitar que fosse aterrada, sem custo algum para nós. Eu achei melhor por dois motivos: primeiro, porque acho perigosíssimo piscina e criança juntos, então eu nunca conseguiria relaxar enquanto um dos meninos estivesse no quintal. E segundo, porque a piscina ocupava todo o quintal (que tem um bom tamanho, mas não é enorme), então não sobrava nenhum espaço para o gramado que eu queria... Depois de aterrarem a piscina, colocamos grama, deixando alguns espaços só com terra, que é onde pretendo fazer jardins e hortas.
Inauguramos nosso quintal plantando o pé de amora portuguesa que tínhamos em um vaso na varanda. Espero que o tempo que estivermos na casa seja suficiente para ele crescer bastante e nos alegrar com várias frutinhas.  

A princípio ficaremos nessa casa somente 2 anos e meio, enquanto meu marido estiver nessa função no trabalho, mas existe uma pequena possibilidade de conseguirmos prolongar nossa estadia aqui (tomara!!). Mas mesmo que sejam apenas esses 2 anos e meio mesmo, já vai ser uma experiência maravilhosa para toda nossa família!!

E aí vão fotos do nosso já querido quintal, antes e depois do plantio da grama:






segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Terceiro Quartinho do Nícolas (e do Vinícius).

Depois que meu marido reverteu a guarda da enteada S. para a mãe dela, em outubro de 2020, uma das minhas primeiras providências foi trocar o quarto do Nícolas, que era o menor da casa, para o quarto que antes era da enteada. Assim, o segundo quartinho do Nícolas virou um escritório, e o quarto que antes era da enteada passou a ser do Nícolas.
Quando essa mudança aconteceu, eu tinha recém-descoberto estar grávida do Vinícius, então fazia ainda mais sentido aumentar o espaço da casa destinado aos bebês.

O que fiz primeiro foi essencialmente levar os móveis que já estavam no quarto anterior para o novo quarto, exceto o armário (já havia um armário que a enteada S. usava nesse quarto, maior), deixando tudo mais espalhado, com um espaço bem maior para brincar. Acabei não levando os quadrinhos da parede, com as iniciais do Nícolas... Fiquei adiando descolá-los da parede do escritório para não estragar a pintura, e por fim nos mudamos de casa no mês passado (vou falar sobre isso num próximo post) e só nessa ocasião foi que os tirei da parede.

Durante os quase 2 anos que esse quarto foi destinado para Nícolas (e Vinícius), algumas mudanças ocorreram: Próximo do nascimento do Vinícius, comprei uma poltrona de amamentação e coloquei no quartinho, que depois de quase 1 ano, vendi. Também, precisei comprar um novo gaveteiro para guardar as fraldas dos dois meninos. A caminha montessoriana, que o Nícolas usava para fazer as sonecas de dia (de noite ele sempre dormiu conosco - e ainda dorme), acabou por fim sendo aposentada da sua função "cama" e virou biblioteca; pra isso, tirei os estrados e o colchão dela, coloquei um tapete bem felpudinho e pendurei uma "estante" de livros de tecido em uma das laterais. O armário duplo que havia no quarto também sofreu algumas modificações: durante os primeiros meses após nascimento do Vinícius, adaptei um lugar dentro do armário para servir como trocador de fraldas, o que foi ótimo, pois além de ficar visualmente escondido, também era bastante seguro, já que o Vinícius ficava literalmente preso dentro do armário, com chance nenhuma de rolar e cair no chão. Depois de um tempo, desmontei esse trocador e ocupei o espaço com coisas dos meninos.

Algumas fotos do quartinho, em um dos últimos dias antes da nossa mudança para uma nova casa:




quinta-feira, 17 de março de 2022

Adeus pro carrinho Maris GB

Compramos o carrinho Maris, da marca GB, quando estávamos morando na Colômbia. Junto a ele compramos também o bebê conforto Idan, que se encaixam por meio de um adaptador, e também a base para acoplar o bebê conforto ao carro por isofix.

Num primeiro momento eu achei que nem fosse utilizar tanto assim o carrinho, pois minha intenção principal era usar bastante sling. Mas acabou que eu e Nícolas não nos adaptamos aos slings como eu gostaria, então o carrinho foi bastante útil sim, até março de 2020, quando começou a quarentena e paramos de sair à rua (coincidiu mais ou menos com a época que o Nícolas passou a andar com segurança e já não estava mais querendo usar o carrinho pros passeios).

Então tanto o carrinho quanto o bebê conforto ficaram guardados para caso tivéssemos outro filho. Um pouco antes do Vinícius nascer, fizemos uma limpeza total e colocamos ambos novamente para uso. O bebê conforto foi novamente muito utilizado em todos nossos trajetos de carro, principalmente. Mas o carrinho dessa vez não foi tão útil assim, pois eu e Vinícius amamos usar slings. Se usamos o carrinho umas 20 vezes durante esses 9 meses de vida do Vinícius, ao todo, foi muito. E como não pretendemos mais ter outros filhos (na verdade eu gostaria, mas marido nem pode ouvir falar no assunto), decidimos então vender o carrinho e liberar espaço. Compramos uma cadeirinha de carro nova para o Nícolas, que serve a partir de 1 ano até 36kg (acredito que ele vai usar essa mesma cadeirinha durante bastante tempo), e deixamos a cadeirinha que o Nícolas estava usando antes (que vai de recém-nascido até 36kg) para o Vinícius. Dessa forma, vendemos o bebê conforto e a base para o carro junto do carrinho. 

Estou feliz por estarmos desapegando de algo que só estava ocupando espaço (da casa e/ou do porta-malas), e de saber que ele será útil para outra pessoa, mas ao mesmo tempo estou com um sentimento de melancolia por me desfazer do carrinho... Acho que é pelas lembranças que ele me traz, de uma época tão gostosa que foi a minha primeira gravidez, cheia de alegria e esperança. Me lembro de ir em quase diariamente a uma loja no shopping em Bogotá e ficar "namorando" um carrinho desse modelo que estava lá exposto... Lembro do dia que fomos lá testar o carrinho, como fiquei encantada com ele e "boba" pela expectativa de rechear o carrinho com um bebezinho todo meu...
Também, acho que desfazer das coisinhas de bebê está me fazendo perceber que logo logo não teremos mais um bebê em casa. Nícolas já cresceu, Vinícius está crescendo rápido também, e possivelmente não teremos outro neném...

Mas tudo são fases. Sai o carrinho e entram bicicletas, patinetes, patins, skates, e vamos levando e curtindo cada uma delas, com seus pesares e delícias.

Nícolas no Carrinho



Vinícius no carrinho


quinta-feira, 10 de março de 2022

Carta para meu filho (Vinícius)


Estamos chegando a um marco importante nas nossas vidas... Em alguns dias você completará 9 meses de nascimento. Isso significa que a partir de agora você tem mais tempo de vida nos meus braços do que teve dentro do meu ventre... E agora, cada dia mais, sai de meus braços para conquistar o mundo...

Quando eu soube que você estava a caminho, senti um misto de sensações. Senti alegria, sim, por nossa família estar crescendo. Eu sempre quis ter uma família grande, sempre quis que Nícolas tivesse um amigo confidente e cúmplice, da forma que só irmãos podem ser. Mas também senti muito, muito medo. Sentia medo do Nícolas se sentir trocado, abandonado. E principalmente, sentia medo de não conseguir ser a mãe que você merecia ter... Mas lá no fundo eu ouvia uma vozinha (talvez fosse você me dizendo) que tudo ficaria bem. Que talvez ficássemos meio perdidos no início, mas que conseguiríamos fazer dar certo, e que valeria muito a pena. Uma vozinha me dizia que eu não precisava me angustiar tanto assim, e me acalentava nos momentos de choro...

Foram 9 meses intensos!! Você chegou já me trazendo um lindo presente: um trabalho de parto que eu gostaria muito de ter experimentado desde o nascimento do seu irmão, mas não pude. Acredito que nossa história de parto teria sido ainda mais linda e poderosa, mas infelizmente houveram algumas intervenções alheias a mim e a você, e não chegamos ao final pretendido... mas já foi suficiente para curar várias feridas que ainda estavam abertas em mim. Te agradeço por isso, meu filho. E então quando te vi pela primeira vez, eu soube que a coisa mais importante a partir daquele momento era cuidar de você. Prometi a você que eu faria dar certo, e que eu seria a melhor mãe que estivesse ao meu alcance ser, por você, mesmo sem ainda saber como faria isso.

Quanto ao meu medo de não dar atenção suficiente a você, por ter que me dividir entre você e o Nícolas, você nem me deu opção: exigia seu colinho e ponto final. Desde a maternidade você só adormecia se estivesse em meus braços. E nem adiantava tentar te colocar no berço depois de adormecido, pois você percebia e reclamava de forma firme e enfática. Passei algumas noites dormindo sentada, pra que você dormisse da forma que queria. E apesar do cansaço extremo, no fundo eu gostava, pois isso significava que você já me reconhecia como mãe e isso me empoderava de uma maneira muito significativa. Não fui eu que cresci como mãe, foi você que me segurou pelas mãos, como se eu fosse uma criança assustada, me levantou e me fez sentir que eu era sim sua MÃE, afinal de contas. 

E quando você e Nícolas se conheceram pela primeira vez, meu coração explodiu de alegria e transbordou de amor. Ver o quanto ele te amou desde o primeiro momento me trouxe um alívio enorme e me encheu de esperanças. Naquele momento finalmente eu tive a certeza que, sim, faríamos dar certo. Nossa família daria certo! Claro que houveram momentos tristes. Antes Nícolas tinha atenção exclusiva de mim e do pai, e de repente ele deixou de ser o centro de nossas preocupações para dividir esse espaço com você. A primeira vez que ele me pediu pra mamar e eu tive que dizer para ele esperar o neném mamar primeiro, ambos choramos um choro muito sentido. Foi quando ambos percebemos que nossa relação tinha, afinal, mudado: Nunca mais ele seria meu bebezinho, pois meu bebezinho agora era outro. Foi difícil, foi sofrido, mas foi também engrandecedor. Passamos eu e ele por isso, e ressignificamos nossa relação. A relação entre Nícolas e o pai também mudou, e também minha relação com o pai de vocês. Todos mudamos com sua chegada; tivemos que abrir espaço para você, e crescemos como pessoas e família (não só em número, mas em maturidade e em amor). Você me fez enfrentar muitos medos e ter ainda mais certeza na minha própria força. 

Tivemos momentos incríveis e únicos ao longo desses 9 meses, desses que ao lembrar me fazem sorrir no canto da boca e às vezes até me tiram uma lágrima. As noites que eu te acalmava cantando para você enquanto andava de um lado para o outro na varanda. Nossos passeios de sling e a sensação única de estarmos grudadinhoos um no outros. As vezes que Nícolas te pagava no colo, te fazia carinho, e quando você começou a sorrir de volta pra ele...
Talvez por ser o segundo filho e não ter sempre um (ou dois) adulto(s) a postos para te atender em tudo, você fez tudo mais rápido... desde o caimento do coto do cordão umbilical, aos 5 dias de vida, até rolar, sentar, levantar, engatinhar... você fez tudo mais rápido do que esperávamos. E apesar disso, não consigo perceber que você está crescendo, somente constato isso pelos números indicados nas medições médicas mensais... Pra mim você parece tão pequenininho hoje como era no dia que nasceu...

E hoje o que posso dizer é que te amo demais, mais do que qualquer outra coisa no mundo. Apesar de ser tão clichê falar isso, eu realmente amo você e seu irmão de uma forma que nunca imaginei amar ninguém. Só quero o bem de vocês, só quero que vocês sejam do bem.

Muito obrigada por ter chegado na nossa família, meu filho Vinícius.
Te amo.

Mamãe.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Fraldas ajustadas RN


Como contei nesse post, decidi montar o enxoval de fraldinhas do Vinícius usando fraldas ajustadas (também chamadas de fitteds) tamanho RN. Comprei 21 fraldas ajustadas da Fio de Terra novas, e algumas capas RN sem bolso usadas. 

Sobre as ajustadas, achei ótimas! Vestia super bem no Vinícius, segurava muito bem o cocozinho líquido de RN, que costuma vazar com fraldas descartáveis, e o xixi também. Apesar disso, se eu deixasse apenas a ajustada, em pouco tempo ela ficava enxarcada e vazava. Acredito que a quantidade de xixi que o Vinícius fazia era bem maior que o padrão de RN's, e o fato d'ele ter nascido num período de bastante frio intensificou isso ainda mais. Então passei a usar também um absorvente de reforço no bolso da capa e foi sucesso!

Sobre as capas RN sem bolso que comprei, não me adaptei bem a elas. Tentei também usar capa sem bolso TU, e igualmente não me adaptei. Então deixei elas de lado (ainda bem que comprei poucas e paguei bem barato nelas) e passei a usar as capas de bolso TU que já tínhamos do Nícolas. Deu super certo! Como a fralda ajustada já segura bem tudo que o neném fizer, e como ela contorna todo o corpinho, a fralda TU não fica folgada demais. Usei capas de bolso TU das marcas Nós e o Davi, Kape, Happy Flute, Elinfant e Littes&Bloomz, e todas ficaram perfeitas junto à fralda ajustada RN da Fio da Terra.

Como eu tinha 21 ajustadas, sempre que juntava 10 fraldas sujas eu colocava pra lavar (ou seja, quase todos os dias). Bateu certinho o tempo de uso e de secagem. Quando eu  vestia a 11° fralda limpa no Vinícius (ou seja, quando haviam 10 fraldas sujas no cesto e eu colocava pra lavar), era hora de ir recolher as outras 10 fraldas limpas e secas do varal.

Eu realmente adorei a experiência de usar fraldas ajustadas como abosrvente o tempo inteiro. E as ajustadas RN são lindas demais, pequenininhas. Fiquei super apaixonada por elas. Infelizmente elas não duraram tanto tempo, pois Vinícius cresceu muito rápido. Assim que ele fez 4 meses eu aposentei as ajustadas RN e passei a usar as fraldas TU. Mas se ele fosse um bebê menor, como foi o Nícolas, certamente eu teria usado por mais tempo. 

Se eu fosse montar novamente um enxoval partindo do zero (caso eu tenha um terceiro bebê  - marido morre se vir eu cogitando isso... hahaha), certamente iria montar: 21 ajustadas RN + 12 fraldas de bolso TU, para usar tanto por cima das ajustadas RN quanto depois, até o desfralde.
* Coloquei 12, pois seria o suficiente para juntar 10 sujas + 2 para usar enquanto as outras 10 são lavadas e secam. Diferente das ajustadas, que por serem de material absorvente demoram 1 dia pra secar em clima seco, as capas saem quase secas da máquina, e com uns 15 a 30min já estão prontas para serem usadas novamente.




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Papai Noel chegou!!


Quando eu era criança e aos 6 ou 7 anos descobri que Papai Noel não existia, decidi que eu nunca iria dizer para meus futuros filhos que ele existia. Não que eu tenha sofrido demais ou me sentido extremamente enganada pelos meus pais, a ponto de me traumatizar ou algo assim... eu só não via sentido algum naquilo tudo... Qual o motivo que adultos teriam para contar uma mentira para todas as crianças e insistir nela? Até hoje não consigo entender porque ou para quê fazer isso...
Depois que passei a me interessar mais sobre o grandioso trabalho de Maria Montessori, fiquei muito surpresa ao ver que ela também seguia essa mesma linha de raciocínio que eu!! Já li algumas reflexões de mães e outros estudiosos que seguem Montessori sobre esse tema, e o resumo de tudo que dizem é: você não precisa destruir a magia da criança, caso ela decida acreditar em Papai Noel (ou qualquer outro ente mágico), mas também não deve incentivar e se questionado, não deve mentir. 

Então eu bolei um enorme discurso na minha cabeça para responder à pergunta: "Papai Noel existe?" A resposta seria no sentido de explicar que "Não existe um homem que mora no polo norte e dá a volta ao mundo em um trenó voador, mas qualquer pessoa se torna Papai Noel quando deixa o espírito de natal tomar conta de seu coração e faz o bem a outra pessoa. Então todos nós podemos ser Papai Noel de alguém..."
Ainda não foi nesse natal que a pergunta aconteceu, mas de toda forma, Papai Noel já chegou à nossa família. Nícolas já reconhece o Papai Noel e já sabe que é algo bom - ele fica feliz e fala: "olha o Papai Noel!!". Mas ainda não sabe a história completa - que ele fabrica brinquedos com duendes, voa em um trenó e distribui brinquedos para crianças do mundo todo na noite de natal. E não serei eu quem vou contar essa história a ele, até porque não associamos natal a presentes (não demos presente de natal pra ele, e ele não tinha expectativa alguma de ganhar). Se algum dia ele ouvir essa história de alguém e me perguntar, já tenho a resposta pronta. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Amamos Slings

Eu tinha um enorme desejo de usar slings com o Nícolas, mas não tive muito sucesso nessa intenção... Usamos por poucas vezes um sling wrap verde de dryfit, que ganhei da minha amiga Tamie, algumas vezes meu marido usou uma mochila que compramos ainda em Bogotá, e consegui usar um pouco mais um sling pouch que comprei usado. Mas na maioria dos passeios que fazíamos ele ia de carrinho, e depois que começou a andar, só queria ir caminhando mesmo.

Mas quando fiquei grávida novamente, decidi que ia me empenhar mais em usar o sling. E assim foi!! Nos três primeiros meses usei muito esse wrap verde de dryfit. Eu usava tanto em casa, para ninar o Vinícius quando ele ficava irritadinho de sono (era tiro e queda: colocava o sling e ficava caminhando na varanda, e em pouquíssimo tempo ele relaxava e dormia) quanto em nossos passeios diários na rua com a Mafalda. Mas como Vinícius é um bebê grande e pesado, aos poucos fui notando que o wrap de dryfit já não estava dando um suporte tão bom... Então um pouco antes de ele completar 3 meses, comprei uma ergogaia (um intermediário entre mochila e mei-tai) usada, em um grupo de desapego de slings, e passei a usá-la diariamente. Na realidade preferiria eu ter comprado um wrap sling de tecido rígido, pois acho uma delícia fazer as amarrações, mas imaginei que seria um pouco mais complicado convencer meu marido a usar se ele ainda tivesse que aprender como amarrar direitinho, e por isso optei pela praticidade da ergogaia. E deu certo: marido também usa demais, tanto em casa quanto na rua.

Depois de já estar bem adaptada à ergogaia, vi nesse mesmo grupo de desapego uma pessoa vendendo um wrap sling simplesmente maravilhoso e acabei comprando. Confesso que foi uma compra quase por impulso pois eu realmente não precisava de outro sling... Fiquei muito ansiosa aguardando a chegada dele, já planejando deixar a ergogaia para uso exclusivo do marido e o wrap para mim. Mas quando chegou fiquei um pouco decepcionada, pois ele é bem curto, então eu não podia usar a amarração mais básica para wrap (cruz envolvente) que eu já estava acostumada... Então comecei a treinar outras duas amarrações possíveis, uma que apoia em um ombro só, como se fosse um ring (não sei o nome específico dessa amarração), e outra apoiada nos dois ombros, mas que usa menos pano (canguru frente). Guardei esse pano maravilhoso para ser "estreado" no casamento de uma tia. Comprei um macacão preto e o sling por cima ficou absolutamente lindo. E agora, passado o casamento, tenho usado ele em alguns momentos dentro de casa, para me acostumar com as amarrações, pois ainda não tenho confiança para andar com ele na rua sozinha com Vinícius e Mafalda. Mas aos poucos vou ficando craque.

Por fim entrei em uma rifa beneficente de um wrap Cazulim, a pessoa desistiu da rifa pois tinha pressa de vender o pano para pagar uma dívida médica e eu acabei ficando com ele. Chegou ontem aqui em casa, e eu já estou apaixonada nele. Como vou entrar de férias daqui a alguns dias e a partir de fevereiro vou ficar em homeoffice com Vinícius matriculado na creche somente pela manhã (vou falar disso em um posto futuro), ainda vou ter muitas oportunidades de usar meus slings.

E nessa história toda, o carrinho de bebê, que foi super usado na época do Nícolas, está praticamente sem uso dessa vez. Saímos de casa para passear com o carrinho talvez umas 5 vezes quando Vinícius era recém nascido, mas logo comecei a usar o sling e preferi. Depois disso, poucas vezes usamos o carrinho (talvez outras 5 vezes), em ocasiões em que o Vinícius acabou dormindo no carro (no bebê conforto) e daí em vez de tirá-lo para colocar no sling, acoplamos o bebê conforto na estrutura do carrinho para não correr o risco de acordá-lo.

E como eu já sabia que seria, virei fã de usar sling. Além de prático, é uma delícia ficar com o bebê assim amarrado ao corpo, aconchegadinho tão próximo ao coração. E para ele também é ótima essa sensação de proteção.  Amamos sling!



quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Feliz Natal

Desde 2018, cada natal que passa é melhor. Eu amava o natal quando criança e estou amando passar o natal com minhas crianças. Quero construir lembranças gostosas dessa época pra eles, assim como tenho as minhas. 
Feliz Natal!!!



sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

A Galinha Azul, o Pé de Tomate e Montessori

 

Quando eu era criança, lançaram uma campanha publicitária de "compre tantos temperos Maggi e ganhe um porta-trecos da Galinha Azul". Meus pais compraram duas e nos deram de presente, uma pra mim e uma pra minha irmã, e nos disseram que eram galinhas mágicas e que colocavam ovos de chocolate. Então em algumas noites depois que dormíamos, eles entravam no nosso quarto e colocavam ovinhos de chocolate (desses que vendem no período da páscoa) dentro das galinhas. Quando acordávamos, a primeira coisa que fazíamos era sempre olhar dentro da galinha, e no dia que alguma das galinhas tinha "botado ovos", era uma grande alegria!!

Trinta anos se passaram, e fizemos uma pequena horta em vasos na varanda do nosso apartamento. E há algum tempo plantei dois tomateiros (não sei exatamente o tipo de tomate, mas é um menor que o tomate-cereja) na hortinha. Os tomateiros cresceram, deram pequenas flores amarelas e agora elas estão se desenvolvendo em tomates maduros. Nícolas vem acompanhando esse processo, prestando uma especial atenção aos tomates verdes, que ficam amarelos e depois vermelhos. Quase todos os dias ele vai verificar seus tomateiros, pra ver se tem algum "tomate vermelho". E quando tem, é uma alegria sem fim. Ele colhe o tomate, vem nos mostrar, e come sem demora. 
A alegria que o Nícolas sente ao verificar que naquele dia tem "tomate vermelho" é exatamente a mesma que eu sentia quando verificava que a "galinha mágica havia botado ovo de chocolate". E o prazer em comer o tomatinho também é o mesmo com que eu comia o ovinho.

E isso me fez pensar muito sobre algo que Montessori falou a respeito de fantasia: não é errado que a criança crie ou acredite em fantasia, mas não é necessário que nós, adultos, inventemos fantasia pras crianças, porque o mundo real já é magnífico o suficiente para elas. E essa história da galinha mágica e do tomateiro deixou isso ainda mais claro pra mim. Não há necessidade alguma em apresentar pra criança uma galinha mágica que bota ovos de chocolate, se podemos mostrar pra ela um tomateiro que produz tomates vermelhos. 

Não critico de forma alguma meus pais por terem me presenteado com a Galinha Azul e seus deliciosos ovinhos de chocolate - foi um dos muitos gestos de carinho deles durante minha infância e me fazia realmente muito feliz. Nem critico os pais que atualmente inventam histórias e personagens para tornar o mundo de seus filhos mais mágico. Certamente o objetivo é alegrar suas crianças e só por essa intenção já considero o gesto válido. Mas com o (ainda) pouco conhecimento que tenho das ideias de Montessori, tenho optado por não adentrar demais nesse mundo pueril fantasioso, e sim desenvolver um olhar mais delicado, capaz de perceber toda beleza que existe no mundo real. Se tivermos sensibilidade o suficiente para notar, podemos ver que o mundo real é mágico. Não precisamos criar sereias quando temos peixes de todos os tamanhos, cores e formas no fundo do mar. Não precisamos contar histórias de dragões quando existiram dinossauros, nem precisamos falar sobre fadas quando existem as borboletas.

domingo, 30 de maio de 2021

Como (e porque) paramos de praticar Higiene Natural

Quando contei que estávamos praticando Higiene Natural com o Nícolas, as coisas estavam fluindo maravilhosamente bem. Ele havia desenvolvido um gritinho específico para me avisar que queria evacuar, eu tirava a fralda dele, o posicionava no penico e ele fazia o cocô. O xixi, ele fazia na fralda, sem aviso. Eu estava adorando e imaginei que ele fosse desfraldar bem cedo. As coisas se mantiveram assim até os 6 meses, e aí tudo mudou, depois que ele entrou na creche...

Antes mesmo de iniciar na creche eu já sabia que algo iria mudar na prática da HN, já que as cuidadoras não teriam condições de ficar ligadas o tempo todo aos sinais e pedidos dele, já que seriam muitas crianças pra cuidar. Mas num grupo que eu participava sobre o tema, li alguns relatos de crianças que foram pra creche novas e passaram a evacuar somente em casa, sem nenhum problema. Fiquei então torcendo pra esse ser o caso do Nícolas, apesar de saber que seria um pouco difícil, pois ele passaria muito tempo na creche - 11 horas diárias.

Nas primeiras duas semanas ele não evacuou na creche. Ele evacuava em casa de manhã, assim que acordava, e depois de noite, assim que voltávamos. Não sei se nessas duas primeiras semanas ele realmente não sentiu vontade de evacuar durante o dia, ou se ele queria, pedia para o posicionarem no penico, mas ninguém atendia ao seu pedido... Só sei que a partir da terceira semana ele passou a evacuar na fralda no período que estava na creche, e pra mim foi um certo alívio, pois dessa forma eu sabia que ele não estava segurando as fezes e sofrendo. Passamos um tempo dessa forma: na creche ele usava a fralda e em casa, o penico. Mas aí por volta dos 9 meses de idade ele começou a não querer mais sentar no penico. Algumas vezes distraíamos ele com algum brinquedo ou livrinho, mas a cada dia ele começou a ficar mais reativo para usar o penico. Conversei no grupo de HN que eu fazia parte e algumas pessoas aconselharam manter ele meio que "à força" no penico, porque deveria ser só uma fase de recusa. Mas aí eu ponderei e vi que isso não fazia sentido; se a prática da HN defende justamente proporcionar maior conforto pra criança na hora de fazer suas necessidades, qual seria a lógica de eu mantê-lo usando o penico se ele estava claramente demonstrando que não estava mais se sentindo confortável com isso? Seria muito mais para meu comodismo (já que é bem mais fácil limpar um penico do que uma fralda suja de cocô) e até mesmo meu ego (sim, eu sentia um certo orgulho em dizer que meu bebê tão pequeno não precisava de fraldas para evacuar). Então paramos de insistir. Quando víamos que ele queria evacuar, perguntávamos uma vez se ele queria ir ao penico. Se não quisesse, deixávamos que evacuasse na fralda. E dessa forma foi ficando cada vez mais raro o uso do penico, até que acabamos o aposentando permanentemente. 

Por um bom tempo eu achei que o que motivou Nícolas a não querer mais usar o penico foi a entrada na creche. Mas depois vi vários relatos de bebês que, mesmo não frequentando creche e sem nenhuma alteração séria na rotina, nessa mesma idade dele (por volta dos 9 meses) não quiseram mais continuar com a HN. Então pode ser que a creche tenha influenciado, mas nem tanto, ou talvez não tenha tido influência alguma. Talvez mesmo se ele não tivesse entrado na creche, teríamos parado com a HN.
De toda forma, acho que foi ótimo enquanto durou. Eu pessoalmente gostaria que tivéssemos permanecido com a HN até o desfralde completo, mas gosto ainda mais de saber que respeitamos a vontade dele.

Hoje, com 2 anos e 8 meses, ele evacua e urina sempre na fralda. Eu agora acompanho um grupo sobre desfralde consciente, e decidimos que vamos deixar que ele desfralde sozinho, sem pressão, sem treinamento. Estamos dando os primeiros passos nesse sentido, mas ainda sem sinais de que o desfralde vá acontecer logo. Mas esse assunto vou deixar para um post futuro.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Segundo carrinho de bebê - Voyage

Como entusiasta do minimalismo, não sou adepta a ter vários itens da mesma espécie. Quando decidi comprar um carrinho de bebê, uma das minhas exigências é que fosse um carrinho que desse pra ser usado desde recém-nascido até o bebê maior, e que servisse para tudo que fôssemos fazer, justamente pra não precisar ter mais que um. E o carrinho escolhido - Maris GB - realmente nos atendia em todas as nossas necessidades. 

Ainda assim, passado um tempo comprei um segundo carrinho de bebê. Isso porque quando fomos sair de férias pela primera vez com o Nícolas, no final de 2018, não tive coragem de levar nosso carrinho Maris para a viagem... Ele estava tão novinho, sem nenhum arranhão, e fiquei imaginando que poderia ser todo destruído no processo de despacho de bagagem... Pesei muito os prós e contras, e na contramão do meu minimalismo, resolvi que compraria outro carrinho de bebê para levar nas férias.
Decidi então comprar um desses bem simples, modelo guarda-chuva, que fosse pequeno, leve e principalmente que fosse barato. Minha única exigência é que ele reclinasse, já que Nícolas era bem novinho na época e um carrinho com encosto "sentado" seria desconfortável pra ele. Procurei em algumas lojas e  supermercados, e com alguma dificuldade (eu só estava encontrando os do tipo que não reclina), achei o último em uma loja de brinquedos de um shopping, do modelo Voyage. Não lembro exatamente quanto paguei nele, mas foi algo em torno de R$200,00. Para evitar que o nosso carrinho Maris fosse destruído, achei um bom negócio.

Claro que ele não pode ser comparado ao nosso carrinho principal em termos de qualidade. Claramente notamos que a estrutura e os mecanismos do Voyage são muito mais frágeis que os do Maris. A vida útil dele certamente também é muito menor. Além disso, ele não é tão fácil para abrir e fechar como o Maris (que abre e fecha somente apertando um botão), o sistema de freios não é tão bom, não tem sistema de amortecimento, a cadeirinha não vira para os pais, é pior para fazer curvas, etc... Mas o Nícolas adorava usar ele. Inclusive, arrisco dizer que pro Nícolas esse carrinho simples era mais confortável/aconchegante que o Maris - pelo menos para passeios curtos e em dias quentes - pois embora o assento fosse bem menor e mais estreito, ele é bem mais fresquinho (o assento é praticamente só um tecido, e imagino que sentar nele seja similar a sentar em uma rede). Ademais, ele fica bem pequeno quando fechado, e é extremamente leve e prático para ser carregado. Usamos ele bastante durante as nossas férias. 

Depois desse primeiro período na praia, decidi não trazer o carrinho Voyage de volta na viagem. Como na nossa cidade tínhamos o Maris, não iríamos usá-lo durante o ano. E como nas próximas férias iríamos novamente para I(...), decidimos deixar o carrinho guardado no apartamento de praia dos meus pais. Mas então ao longo do ano fui notando algumas situações em que ter esse carrinho pequeno como "estepe" poderia ser útil. Algumas vezes saíamos com a intenção de voltar logo para casa e não levávamos o carrinho, mas no meio do caminho mudávamos de idéia e decidíamos passar no mercado, ir ao shopping ou qualquer outro lugar, e acabávamos tendo que ficar carregando o Nícolas no colo por um bom tempo. Daí pensei que ter o carrinho Voyage sempre no porta-malas (já que ele é bem compacto e ocupa pouco espaço) para essas situações inesperadas, poderia ser útil pra gente.

Então quando fomos pela segunda vez para nossas férias na praia, no final de 2019, usamos novamente o carrinho por lá e na volta o trouxemos. Pouco tempo depois que voltamos começou a pandemia e a quarentena, então paramos de sair à rua com o Nícolas e perdeu o sentido ter o carrinho no porta-malas. Eu o trouxe pra casa, e usamos um pouco como "cadeirinha de descanso" - o Nícolas gostava de ficar sentado nele na varanda do apartamento - mas depois de um tempo encontrei uma pessoa que estava precisando de um carrinho em um grupo de doações que participo no facebook. Era uma moça que passava o dia andando pelas ruas vendendo picolé, levando seu bebê no colo. Como para ela o carrinho seria muito mais útil e necessário do que para nós, resolvi doar.

Talvez agora com o segundo bebê decidamos comprar novamente um carrinho menor e mais simples, para levarmos em alguma viagem ou deixarmos no porta-malas do carro para situações inesperadas, como foi como Nícolas (não vejo a hora dessa pandemia passar e podermos voltar a viajar e passear). De toda forma, não me arrependo de ter doado o nosso carrinho Voyage, mesmo que compremos outro igual em algum momento.
Ser minimalista não se trata de ser sovina, e sim de possuir e fazer o que faz sentido para cada um. Para o nosso padrão de vida faz sentido, sim, guardar o carrinho Maris para um possível segundo/terceiro/quarto filho, pois o valor dele não é indiferente para nosso orçamento familiar. Mas não faria sentido guardar um carrinho do preço do Voyage sem termos realmente certeza se/quando seria utilizado novamente, sabendo que ele poderia estar sendo mais útil para outra pessoa. Então nos livramos de um objeto que estava ocupando um espaço relativamente considerável no nosso apartamento, e ajudamos alguém que estava precisando dele muito mais que nós. Ganho duplo. :)



terça-feira, 18 de maio de 2021

Impressões sobre o carrinho de bebê - GB Maris

Antes do Nícolas nascer eu escrevi dois posts sobre carrinhos de bebê. No primeiro, falei sobre minha decisão de comprar um carrinho, mesmo vendo opinião de algumas pessoas que não achavam que fosse algo realmente necessário ou útil. No segundo, falei sobre o modelo de carrinho que escolhemos. Então agora, quase 3 anos depois, venho contar um pouco da nossa experiência com esse carrinho.

Sobre minhas dúvidas quanto à utilidade do carrinho, elas não se confirmaram. Para nós o carrinho foi bastante útil, sim. Usei muito durante a licença maternidade e depois, aos finais de semana principalmente, quando eu costumava sair para caminhar sozinha com o Nícolas e as duas cachorras pela manhã, e ficava as vezes por 1, 2 ou até 3 horas na rua. Como já comentei, eu nunca acertei usar o sling com Nícolas. Mas acredito que mesmo que tivéssemos nos adaptado bem ao sling, eu não aguentaria ficar tanto tempo caminhando carregando o peso dele, então o carrinho ainda assim seria útil para nossos passeios. Também, sempre usávamos o carrinho quando Nícolas era novinho e saíamos para almoçar em algum restaurante, aos fins de semana. Geralmente o horário do nosso almoço coincidia com o horário da sonequinha dele, e era ótimo podermos fazer uma refeição juntos (eu e marido) e tranquilos, enquanto ele dormia no carrinho. E também foi graças ao carrinho que pudemos sair algumas vezes de noite. Tinha um barzinho bem na esquina da nossa casa, e algumas vezes (acho que umas 4 ou 5 vezes) nos arrumávamos e saíamos com ele no início da noite para dar uma caminhada no carrinho. Quando ele adormecia, íamos ao barzinho, e podíamos curtir um programa de adulto (como isso faz falta!!).

Sobre esse modelo específico de carrinho que escolhemos, o GB Maris: gostei bastante dele. Acho ele relativamente leve, fácil de abrir e fechar (dá pra fazer com uma mão só), e bem confortável para dirigir e manobrar em terrenos irregulares. Gosto do fato da cadeirinha poder ficar virada pra frente ou pros pais, gosto que podemos fechá-lo sem precisar desacoplar a cadeirinha da base, gosto de ele ficar em pé sozinho quando fechado (alguns não tem essa estabilidade e precisam ficar encostados na parede), gosto do fato do bebê conforto encaixar nele. Essa última característica, inclusive, era o que nos permitia almoçar tranquilos aos finais de semana: normalmente Nícolas dormia no bebê-conforto, enquanto estávamos dirigindo a caminho do restaurante. Se precisássemos tirá-lo do bebê-conforto para colocar no carrinho, provavelmente ele despertaria e aí teríamos que nos revezar para comer. Encaixando o bebê-conforto no próprio carrinho, ele continuava o soninho dele, e nós podíamos almoçar em paz. E, um pouco menos importante, mas ainda de grande relevância: acho esse carrinho lindo! Bem clean, sem muitos detalhes, do jeito que eu gosto.

Sobre as críticas negativas a esse modelo: quando fechado ele não é tão compacto assim. Quando fomos comprar achei bastante compacto, mas acredito que é porque eu estava comparando com carrinhos extremamente grandes. Mas ele ocupa o porta-malas do nosso carro todo!! Se fosse 1cm maior, não caberia. E também, quando compramos ele era novidade, e ainda não havia chegado ao Brasil. Imaginei que algum tempo depois ele viraria "febre", mas na realidade esse modelo nunca se tornou popular por aqui... Então acredito que talvez eu tenha dificuldade na hora que resolver revender, ou não consiga o preço que imaginei que fosse conseguir... Mas de toda forma, vamos usar ele com 2 bebês (talvez até mais: minha irmã está cogitando ter um bebê daqui a um tempo também. Se isso acontecer, possivelmente irei emprestar o carrinho para ela), então só por isso considero que o investimento valeu a pena, sim. 
Mas talvez se eu fosse comprar hoje, escolheria um modelo mais compacto e mais popular no Brasil, como por exemplo o modelo Lite Way, da Chicco, ou algum similar.

O bebê-conforto da GB, usamos até o primeiro ano de vida do Nícolas, no carro. Como no seu primeiro aniversário ele ganhou muitos brinquedos da mesma loja, trocamos tudo por uma cadeirinha, e substituímos o bebê-conforto.
O carrinho, usamos bastante nos primeiros 15 meses do Nícolas. Depois que ele aprendeu a andar, começamos a usar um pouco menos (ele é uma criança bastante ativa, então já não queria mais passear de carrinho sendo que podia usar as próprias pernas), e logo nessa fase entramos em quarentena devido à pandemia e paramos de sair de casa totalmente. Depois dos primeiros meses de quarentena, quando voltamos a sair com o Nícolas na rua, ele já não queria usar o carrinho de jeito nenhum, então o aposentamos. Agora que vamos ter nosso próximo neném, levamos o carrinho e bebê-conforto para uma boa lavagem em uma lavanderia, e eles vão voltar a ser úteis pra nós.

Tivemos, ainda, um segundo carrinho de bebê, mas vou falar sobre ele no próximo post.



domingo, 9 de maio de 2021

Ensaio Fotográfico de Gestante


Como eu falei nesse post, não sou muito de fazer coisas só porque todos fazem. Na gravidez do Nícolas era assim que eu me sentia em relação ao Ensaio Gestante, e por isso resolvi não fazer. Mas ao longo da gravidez tirei algumas fotos em lugares bacanas, pra guardar lembranças dessa época tão única.
Dessa vez, mudei de idéia. Primeiro, porque devido à pandemia quase não saímos de casa, então eu não tinha nenhuma foto legal para registrar o barrigão. E segundo, porque eu queria ter fotos bacanas do Nícolas junto da(o) irmãzinha(o) na barriga... Então decidi que dessa vez iria fazer o tal ensaio! Na verdade, o que eu queria mais eram fotos de família, em que eu estivesse grávida (não curto muito aquelas fotos em que a grávida parece uma deusa grega).

Fui então procurar fotógrafos profissionais pra fazerem nossas fotos, mas como o preço de todos estava acima do que eu estava disposta a pagar, acabei desistindo. Até que tivemos a idéia (não lembro se a idéia partiu de mim ou do meu marido) de chamar um rapaz que trabalha junto do marido pra fazer as fotos. Ele é um menino novo, de 18 ou 19 anos. Recentemente fez um curso de fotógrafo oferecido pelo próprio trabalho (pois uma das funções dele é justamente fotografar os eventos que meu marido coordena) e meu marido o presenteou com uma câmera antiga que tínhamos em casa, semi-profissional, que estava sem uso. Ele nunca tinha feito fotos para "clientes", então estava bem nervoso. Nós, por nossa vez, sabíamos disso, e portanto não estávamos esperando um resultado perfeito. Até porque, pagamos um preço simbólico pelo serviço dele (ele na verdade não queria cobrar nada, marido que insistiu em pagar). No fundo nós queríamos até mesmo que esse ensaio servisse como um "pontapé" para encorajá-lo a começar. Se uma ou duas fotos ficassem legais, já seria lucro. Mas, pra nossa surpresa, o resultado foi muito melhor do que esperávamos!! Estou realmente apaixonada pelas fotos, e achei que ficaram melhores até do que os portfólios de alguns fotógrafos profissionais que eu andei vendo. O rapaz realmente leva jeito para a coisa. Ele também ficou bem satisfeito, principalmente depois que demonstramos nossa felicidade com o resultado. Além de ter ganhado um dinheirinho, ele ainda perdeu o medo, e agora está usando nossas fotos como portfólio para conseguir novos clientes.

Algumas das fotos:


sábado, 8 de maio de 2021

É mais fácil cuidar de menino que menina (?!?!)

Eu ouvi muito isso quando Nícolas era novinho. A pessoa vinha perguntar se ele era menino ou menina, e quando ouvia a respota, dizia "ah, que bom, menino dá bem menos trabalho".

Acredito que a partir de determinada idade, criar um menino ou uma menina são realmente coisas diferentes. Isso porque a sociedade impõe papéis bem específicos para cada um dos sexos, e lidar com a desconstrução desses papéis exige ações diferentes. Então, por exemplo, há de se estar muito mais atento a questões associadas com alimentação saudável e magreza extrema quando se tem uma menina do que um menino, já que a cobrança que a menina irá sentir para que se adeque a padrões de beleza irreais, desde muito nova, é muito maior do que um menino. Da mesma forma, há de se estar muito mais atento a questões ligadas a violência e masculinidade tóxica quando se cria um menino, pois ele vai estar muito mais exposto a esse tipo de situação. Não sei dizer qual dos dois é mais difícil, mas certamente os desafios a serem enfrentados quando se está criando uma menina ou um menino são deiferentes.

Mas quando as pessoas fazem esse tipo de comentário, não estão se referindo a questões associadas a educação de crianças maiores ou adolescentes, e sim falando sobre criar bebês mesmo. Segundo a lógica, criar um bebê menino é muito mais fácil que uma bebê menina porque não exige lacinhos, babadinhos, vestidinhos, brinquinhos, perfuminhos e enfeitinhos diversos. E aí eu tenho que me controlar pra dar um sorrisinho amarelo e dizer "é mesmo, né?", quando na verdade minha vontade é dizer: "As necessidades de todos os bebês são exatamente as mesmas: leite e colo. Quem inventa que precisa super-caracterizar as bebês, de forma que elas fiquem quase imóveis com aquele tanto de babado e renda, a ponto de não sobrar dúvida alguma que se trata de uma menina, é que está criando trabalho para si próprio."

Não acho errado quem queira enfeitar suas bebês (desde que dentro de um limite que não se torne desconfortável ou até mesmo perigoso para ela). Mas de fato não é algo necessário. É algo que a pessoa deve fazer por prazer, se quiser fazer. Se não quiser, basta colocar uma fralda e uma roupinha simples, tal qual faria com um bebê menino, e está tudo certo.

terça-feira, 30 de março de 2021

Bicicleta de Equilíbrio


Se tem um brinquedo que acertamos quando decidimos comprar, foi a tal da bicicleta de equilíbrio.
Nícolas já tinha um velotrol, que ele havia ganhado dos primos Juliana e Floriano quando fez 1 aninho de idade, mas ele nunca usou muito. Ele sentava no banco mas não sabia pedalar. Empurrávamos ele pela casa, mas logo ele perdia o interesse. Achei que com o tempo ele fosse aprender a usar e se interessar mais, mas passou mais de um ano e ele continuava sem conseguir pedalar. E o velotrol foi ficando cada vez mais abandonado, só ocupando espaço em casa...

Então decidi me desfazer dele (doei para outra criança) e compramos a bicicletinha. Ela não tem pedais, então a criança usa os pés para dar impulso. E também não tem rodinhas laterais (somente os dois pneus normais de bicicleta), então se tirar ambos os pés do chão, a criança vai ter que se equilibrar como em uma bicicleta normal (e por isso o nome; a criança vai aprendendo progressivamente a se equilibrar). E ele amou!!! No início ele andava devagar, sempre com um dos pezinhos no chão. Mas com o tempo ele foi ficando confiante, e hoje já corre bem rápido e fica bastante tempo com ambos os pés levantados. Praticamente todos os dias em que está em casa (fins de semana, feriados ou dias de fechamento da creche motivados pela pandemia) ele desce com o pai para andar de bicicleta, muitas vezes de manhã e de tarde novamente. E faz percursos de aproximadamente 4km. 

Achamos ótimo ele estar criando gosto por essa atividade, já que nós mesmos também gostamos bastante de passeios de bicicleta. Meu marido durante uma época (antes de nos conhecermos) fazia trilhas de bicicleta, e eu sempre tive vontade de fazer viagens sobre 2 rodas... Quem sabe esse não será um ótimo programa para fazermos juntos, em família, daqui a alguns anos?

sexta-feira, 19 de março de 2021

Roupinhas RN para o novo bebê

Como eu não tinha certeza se teria mesmo um segundo bebê, não guardei as roupinhas RN do Nícolas, então agora tive que comprar tudo novamente. Mas usei  a experiência que tive com ele pra escolher os modelos que eu achei mais práticos. Pro Nícolas, que nasceu no calor, eu gostei muito de usar bodies, quer seja de manga regata, curta ou longa, dependendo do dia, pelo conforto e praticidade que era para trocar as fraldinhas. Pra época do frio (quando vai nascer esse segundo bebê) o meu modelo preferido de roupinhas são macacões de manga e calça compridas com abertura entre as perninhas. Nícolas teve um desse modelo aos 3 meses, que eu comprei usado no site Ficou Pequeno, e eu achava ótimo!

Gosto de macacões ao invés de conjunto calça + blusa + casaco, porque acho mais confortáveis pro bebê. Blusas e casacos enrolam, deixando a barriguinha exposta e incomodando na hora de deitar, além que o elástico da calça fica apertando a barriguinha... E acho a abertura entre as pernas melhor, pois na hora de trocar a fralda não é necessário despir o bebê todo. Também, quero macacões que deixem o pezinho de fora, porque pretendo usar sling, e macacões e calças que têm pezinho podem ser perigosos para uso do sling.

Procurei macacões desse modelo pretendido, e descobri que não é um modelo muito comum. A maioria dos macacões para bebês pequenos tem a abertura por botão na parte superior do corpinho, ou zíper no corpo todo. E também, a maioria tem pezinhos. Encontrei no Mercado Livre uma pessoas que fazia no modelo que eu desejava e encomendei 9 (um de cada cor, sem estampas), mas quando chegaram vi que eram imensos pra um recém-nascido. Até pensei em devolver, e antes disso comprei outros 9 de diversas marcas em um site de roupa de bebê, mas quando chegaram vi que também eram enormes... Fui em algumas lojas físicas de departamento (em janeiro, quando a cidade estava bem vazia e a pandemia um pouco mais controlada) para ver se encontrava alguma coisa, mas não achei nenhum do modelo que eu procurava em um tamanho realmente apropriado para recém-nascido. Mesmo os que na etiqueta vem escrito RN, são enormes!

Acabei nem devolvendo os do Mercado Livre; fiquei com todos, e vou torcer pra que esse ano o frio se estenda por mais tempo, ou que o bebê nasça grande dessa vez, para que eu consiga usar bastante essas roupinhas. Por enquanto só temos essas roupinhas, e um conjuntinho de calça e casaco de tricô feito pela minha mãe (mas que, como eu falei, não acho muito confortável nem prático, por isso vou acabar usando só pra tirar algumas fotos).
Como normalmente os bodies RN são menores que esses macacões, pretendo comprar ainda alguns de manga comprida tamanho RN, para que o bebê use até que os macacões fiquem em um tamanho razoável...

Por enquanto, são essas as roupinhas RN que temos:



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Fraldas para o segundo bebê


Como já falei algumas vezes, Nícolas usa fraldas de pano modernas. Uma das inúmeras vantagens do uso dessas fraldas é a economia que fazemos quando substituímos as descartáveis por elas. E a economia é ainda maior quando reaproveitamos o enxoval para uma segunda criança. Por isso sempre foi minha intenção guardar as fraldas do Nícolas para um possível segundo filho.

Mas acontece que, até o momento, Nícolas ainda não desfraldou. E pelo visto isso não vai acontecer tão cedo. Há quem use as mesmas fraldas ao mesmo tempo em duas crianças diferentes (bebês gêmeos ou um filho mais velho e outro mais novo). Mas eu não acho que seria muito apropriado fazer isso, pois o Nícolas já tem sua própria flora bacteriana, e um bebê recém-nascido ainda tem seu sistema imunológico imaturo e é muito susceptível a doenças... Diferente seria se Nícolas já não usasse mais as fraldas e eu fizesse uma lavagem profunda com água sanitária e desinfetante... Mas com a lavagem normal do dia-a-dia, mesmo a fralda estando limpa, não vai estar completamente livre de algum microorganismo...
Além disso, Nícolas tem fraldas suficientes para fazermos 2 lavagens por semana. Se fôssemos usar somente as fraldas que já temos, eu teria que lavá-las a cada 1 ou 2 dias... 
Por isso decidi que a melhor opção seria adquirir mais fraldas, de forma que cada bebê tenha as suas próprias.

Mas ao invés de comprar mais fraldas do mesmo modelo que as do Nícolas, decidi investir em fraldas ajustadas (ou fitteds) RN. Isso porque, além das ajustadas serem mais baratas do que fraldas completas, ele se molda melhor ao corpinho do bebê e a chance de acontecerem vazamentos é muito menor (por isso usamos contornos com o Nícolas de noite). Além disso, com as ajustadas RN não vamos ter a chance de nos confundirmos e acabarmos usando a fralda de um bebê no outro. E ainda tem a vantagem adicional de que as ajustadas RN, assim como as fraldas RN, terem um botão especial para "desviar" do coto do cordão, possibilitando o uso desde o primeiro dia.
Encomendei 20 ajustadas RN da marca Fio da Terra com uma revendedora, e estou aguardando chegarem.

Para a parte externa, inicialmente eu havia decidido usar as fraldas de bolso do Nícolas mesmo, sem absorventes, como capas. Mas encontrei em um grupo de fraldas do facebook, uma pessoa vendendo 4 capas (sem bolso) tamanho RN, da marca miababy. Segundo seu relato, ela comprou pro seu bebê mas acabou não usando. Achei uma ótima oportunidade, já que estão novas mas com preço mais em conta. A diferença da capa para a fralda de bolso é justamente que a capa não tem bolso. Ela é formada unicamente pelo material impermeável, sem o tecido interno, então ela pode ser reaproveitada muitas vezes por cima das ajustadas sem precisar lavar. E na hora de lavar, acredito que dê pra fazer no chuveiro mesmo ou na pia do banheiro, e a secagem vai ser super rápida. Estou convicta de que somente essas 4 capas serão suficientes para o novo bebê. Mas se surgir necessidade, posso usar qualquer fralda de bolso do Nícolas como capa, ou então comprar mais capas futuramente. Por enquanto vou ficar só com esse quite mesmo pro novo bebê: 20 ajustadas + 4 capas.

Admito que estou ansiosa para receber logo as novas fraldinhas e testá-las. Com o Nícolas, usamos fraldas tamanho único desde o início, e tínhamos vazamentos de vez em quando. Acho que dessa vez, com ajustadas RN, não teremos vazamentos praticamente nunca. Assim que o bebê nascer vou fazer um post para contar sobre a experiência com as novas fraldinhas.