segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Nossa neném
Sou tia
Já tem um tempo (quase 6 meses) que me tornei tia!! Minha irmã Larissa teve sua linda filhinha Beatrice Inês.
Ela nasceu no dia do aniversário do avô (meu pai), combinando com o Vinícius, que nasceu no dia do aniversário da avó (minha mãe).
E eu fiquei apaixonada nessa neném, não conseguia parar de olhar as fotinhos dela, quase como se fosse minha própria. Inclusive, muitas pessoas diziam que ela se parecia demais comigo, ou com o Nícolas (que é parecido comigo). Eu ficava toda boba com essa comparação.
Hoje ela já não parece tanto mais comigo - começou a aparecer traços do pai dela - mas continua sendo uma fofura de bebê, sorridente, alegrinha, linda e gostosa demais - a cremosa da titia.
E eu até brincava que sempre quis ter um terceiro bebê, mas que com a chegada da minha sobrinha, a vontade tinha até sido superada, já que experimentei a maravilha que é ter uma bebê pra abraçar e cheirar, sem precisar passar noites em claros cuidando... hahaha
Ser tia é maravilhoso!
Independência
Ver os meninos crescendo e se tornando independentes é fantástico!! E algo que tem nos ajudado muito nesse processo de desenvolvimento da independência dos filhos é estudarmos Montessori. Em síntese, o que ela fala é: não atrapalhe a criança em seu processo... A maior ajuda que o adulto pode dar para a criança é observá-la, a fim de conhecer suas necessidades naquele momento, preparar o ambiente para atendê-las, e não interrompê-las em seus esforços.
Pois então isso é o que venho tentando fazer.
Já tem algum tempo (na realidade, mais de um ano) que o Vinícius demonstrou interesse em cortar as próprias unhas. Ele estava então com recém-completados 4 anos, e minha primeira reação foi não permitir, por medo que ele se machucasse. Mas consegui frear o impulso a tempo, e deixei que ele cortasse. E ele conseguiu!! Claro que demorou muito, claro que ficou cheio de pontinhas, mas ele conseguiu mesmo (eu tinha certeza que ele não falharia). E eu consegui frear meu ímpeto de interromper a todo momento e também de corrigir as pontinhas que sobraram. E desde então eu não preciso mais cortar as unhas dele - ele consegue sozinho, e hoje em dia faz isso muito bem.
O Nícolas também há um tempo estava demonstrando interesse em se vestir sozinho, e nossa dificuldade eram as gavetas altas onde suas roupas ficavam, e ele não alcançava. Então mudamos a configuração do armário, fizemos mais gavetas com um marceneiro, e deixamos todas as roupas do dia a dia ao alcance dele. E desde então é ele quem escolhe as próprias roupas e se veste.
Outra modificação pequena e recente que fiz foi em relação às toalhas deles: tínhamos por hábito pendurar as toalhas por cima do box, mas eles não alcançavam, e por isso precisavam que nós pegássemos as toalhas depois do banho para secá-los. Coloquei dois ganchinhos auto-colantes ao lado da porta do box, na altura certa para eles pegarem as toalhas e guardarem novamente, sem que arrastem no chão, e tem sido sucesso também. O Nícolas já não acha uma coisa grandiosa, mas o Vinícius fica muito orgulhoso quando pega a toalha e se seca sozinho.
E pra lista de modificações a serem feitas, também no banheiro, pretendo colocar uma prateleira para sabonete/shampoo numa altura mais acessível à atual, que é muito alta. O Nícolas já sabe tomar banho sozinho, e o Vinícius está aprendendo. Mas a altura com que os itens de higiene ficam é um empecilho... Colocando uma prateleira mais baixa, certamente eles irão conquistar a autonomia de tomar banho rapidamente.
E a maior modificação que pretendo fazer (há um tempo), é colocar uma boca de fogão de indução em um balcão mais baixo, na cozinha, de modo que o Nícolas possa cozinhar sozinho, sem precisar de nenhuma (ou muito pouca) ajuda. Ele adora cozinhar, mas confesso que tenho receio de deixá-lo mexer com fogo sem supervisão. Um fogão de indução seria ótimo para isso. E, sendo para uso dele, deixando numa altura acessível para ele, seria melhor ainda...
E é assim. Um "ambiente preparado" não é algo estático, pois as necessidades das crianças vão evoluindo com o tempo. O ambiente em que a criança vive deve estar em constante modificação, sempre buscando atender aos anseios dela em conquistar a própria liberdade. E é maravilhoso aprender a observar, entender e atender às necessidades da criança. O resultado é sempre uma criança independente, confiante e feliz.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Muitas viagens em 2025
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Desmame do Vinícius
segunda-feira, 29 de setembro de 2025
7 anos do Nícolas
Nos últimos 3 anos ( completando 4, 5 e 6 anos de idade) comemoramos a festa do Nícolas na cobertura do prédio da titia, que tem uma piscina infantil. Como o aniversário dele é sempre no calor e na seca, piscina é uma boa pedida. Mas agora que ele tem 7 e vários amigos da nova escola tem 8 e até mesmo 9 anos, achei que a piscina já estava pequena demais pra tanta criança "grande", e por isso esse ano decidi não fazer a festa lá.
Então sugeri a ele uma festa no parque de diversões de nossa cidade, e ele adorou a ideia!! O parque funciona da seguinte maneira: a pessoa compra um "passaporte" e tem direito de ir em todos os brinquedos quantas vezes quiser, durante aquele dia. Contratando a festa, a pessoa tem acesso a um pequeno espaço reservado (pra montar a mesa do bolo), e recebe alguns passaportes e algumas comidas.
Tive algum aborrecimento inicialmente, porque as comidas ofertadas pelo parque eram pipoca, batata-frita, cachorro quente, churros e refrigerante, e eu queria trazer alguns salgados veganos para nosso consumo e dos convidados (e não queria os alimentos não-veganos), além de sucos da fruta. Segundo o parque, é permitido levar doces e bolo para a festa, mas salgados são proibidos, devendo comprar os que são oferecidos pela lanchonete interna (o que configura obviamente venda casada). Após alguma discussão, chegamos ao acordo que eu iria então comprar as batatas-fritas do parque, mas eu levaria, sim, alguns salgados veganos (levei mini pão-pizza e pastéis assados de alho poró), além de sucos Natural One, mate caseiro e água saborizada.
De docinhos, comprei alguns de amendoim com um colega do trabalho (que produz com a namorada pra vender, e criou essa receita vegana pra mim) e brigadeiros veganos da mesma pessoa que eu comprei pra festa do Vinícius. Além disso, comprei um bolo da confeitaria vegana de sempre, mas dessa vez pedi no sabor "floresta negra". Estava tudo bem gostoso.
A decoração foi bem simples. O tema escolhido pelo Nícolas foi "Octonautas", então eu adotei as cores azul e laranja. Usei uma toalha de mesa azul (que já tenho e já usei em outros aniversários dos meninos), forminhas de doces laranjas e alguns balões laranjas. Do tema, aluguei um painel e comprei apenas 4 balões dos personagens (a intenção é que ficassem flutuando, mas mesmo com gás hélio eles não voaram) e tags de espetar nos doces também dos personagens. E pra dar um toque final, comprei flores naturais laranja e azul (hortênsias e mini-rosas). Apesar de simples, eu achei que ficou lindo.
Convidamos todas as crianças da turminha do Nícolas, da escola antiga (amamos essa turminha e pretendemos manter contato pra sempre) e da escola nova. Eu nem sabia que tinha tanta criança assim na turma dele, mas acrescentando os irmão, tivemos mais ou menos 60 crianças (perdi as contas na verdade). Então tivemos que comprar vários ingressos extras. Saiu um pouco mais caro do que eu esperava gastar, mas a verdade é que a festa foi muuito divertida. O Nícolas amou sua festa, os amiguinhos também. E Vinícius já avisou que sua próxima festa também será no parque... rsrs
Dessa vez não contratei fotógrafo (achei que não fosse funcionar muito, pois as crianças ficariam - e ficaram - espalhadas pelo parque durante todo o evento) e acabei não saindo do local reservado em nenhum momento, pra tirar foto das crianças nos brinquedos. Então acabei ficando com bem poucas fotos de recordação - apenas algumas que outros pais tiraram e me enviaram, e pouquíssimas o Nícolas e o Vinícius apareceram - mas o momento vai ficar registrado pra sempre no coração.
segunda-feira, 25 de agosto de 2025
A declaração de amor que não perdi
O Vinícius está em uma fase muito fofa de ficar fazendo declarações de amor para mim. Várias vezes ao dia ele me fala "mamãe, sabe quem é a menina mais linda de todas? Você!" ou então faz algo para me 'proteger' e diz que fez porque me ama muito, por isso cuida de mim... Claro que eu fico muito, muito derretida...
E pensar que quase perco isso tudo...
Explico: A atividade que eu sempre almejei desempenhar no meu trabalho é ser empregada pela ONU em alguma função de Peace Keeper. Como a ONU iniciou missões em países franco-fônicos, com a intenção de mapear a violência de gênero nesses locais, há mais de 10 anos comecei a estudar francês para estar preparada quando surgisse a oportunidade. E esse ano a oportunidade surgiu.
Fiquei muito, muito, muito balançada para ir. Eu sou muito entusiasta da ONU, e poder participar de uma missão que luta contra a violência de gênero - algo tão sério e tão urgente - seria uma realização pessoal incrível.
Mas eu teria que ficar um ano longe dos meus filhos...
Pensei muito, pesei prós e contras, conversei com marido, com amigas, com familiares, e por fim recusei a oportunidade. Senti um misto de alívio e de tristeza, ao dizer "não" para algo tão grandioso, que eu desejei tanto, e que poderia ser a minha contribuição para um mundo melhor.
Mas a cada beijo, cada abraço, cada noite que durmo junto dos meus filhinhos, eu tenho a certeza que fiz a escolha certa. Se eu tivesse aceitado ir, eu já estaria no Congo desde julho, e nunca teria ouvido o Vinícius fazer suas declarações de amor para mim. E eu nunca saberia a grandiosidade do que eu teria perdido...


